Para haver queima de gordura (lipólise) é necessário haver déficit calórico, ou seja, menor consumo de calorias do que o gasto diário. Esse déficit pode ser criado diminuindo a ingestão calórica (dieta restritiva) bem como aumentando o gasto através de atividade física, ou termogênico por exemplo.

Essas medidas irão fazer com que os estoques energéticos na forma de glicogênio, carboidrato armazenado no fígado e nos músculos, forçando o corpo a utilizar outras fontes de energia.

O principal mecanismo para geração de energia após o consumo do glicogênio é a gliconeogênese, que gera energia a partir da oxidação de gorduras bem como catabolismo de proteínas a aminoácidos que alimentam o ciclo de Krebs.

Então enquanto queimo gordura perco massa magra também? Inevitavelmente neste momento sim. Contudo, deve-se olhar mais de longe para enxergar o contexto do dia todo ao invés de momentos específicos do metabolismo.

Nosso corpo não funciona como uma tecla de luz que apaga ou acende, e sim como um dimmer que regula aos poucos as rotas metabólicas de acordo com as necessidades momentâneas e diárias. Portanto, se durante o dia houver tanta síntese proteica quanto catabolismo haverá manutenção da massa magra mesmo em déficit calórico, promovendo assim perda de gordura sem perda de músculo.

Como posso estimular a minha síntese para que ao longo do dia eu consiga igualar catabolismo e anabolismo proteico? Aqui vão algumas dicas:

  • Adicione cardio ao treino com pesos, mas nunca troque treino com pesos por cardio. É muito comum as pessoas trocarem a musculação pelos exercícios aeróbicos quando querem emagrecer. Mas é o treinamento resistido que manterá sua massa muscular.
  • Consuma aminoácidos suficiente. Utilize proteínas de alto valor biológico como carnes magras, ovos e whey.
  • Não deixe de consumir gordura. Embora queira queimar gordura é necessário consumi-la para manter a produção de hormônios anabólicos como a testosterona.
  • Não zere o carboidrato. Pelo menos após a sessão de treino ingira carboidratos para evitar o catabolismo estimulado pelo próprio treino e para não deixar faltar oxalacetado, um metabólito importante para consumir o acetil-CoA proveniente da lipólise.
  • Descanse! O sono é importantíssimo para a recuperação muscular e também para a produção hormonal. Tenha a mesma disciplina que tem para treino e dieta com o seu sono.